sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Felicidade ou tristeza?

Ontem estive na escola da minha filha.
Reunião com professores, porque ela se atrapalhou em algumas matérias.
E todos com quem conversei, a elogiaram, disseram que era ótima aluna, participativa, amiga de todos, e muito falante.
Legal, meu peito se inchou de orgulho, fiquei feliz, mas ao mesmo tempo, senti uma tristeza tão grande...
Porque se ela é realmente tudo isso, como se atrapalhou em tantas matérias? Será que está desperdiçando a oportunidade de estudo?
E logo seguiram a sequência de dúvidas pertencentes a qualquer mãe com um mínimo de amor aos filhos.
Aquelas dúvidas básicas, estarei educando direito? Sou boa mãe? Esta escola está puxando muito? Está puxando pouco? Ela conseguirá passar numa faculdade boa? blá blá blá
Como é sofrido ser mãe!!!!
Como é sofrido não saber exatamente as respostas para uma coisa tão importante, como criar filhos!
Para ser dentista, fiz um ano de cursinho, estudei muito para conseguir passar numa boa faculdade, fiz quatro anos de curso integral na Odonto, e inúmeros cursos extras. Não contente, fiz estágios em outras universidades, mais especialização de dezoito meses numa boa universidade, simplesmente para fazer canal!!!
Aí invento de ter filhos, e não há curso, não há um consenso pleno, e a vida vai passando e vamos aprendendo no dia a dia.
E é tão intenso, tão rico, tão inesperado.
E o pior de tudo, passa depressa demais. Não dá tempo nem de pesquisar dúvidas, muitas vezes, preciso tomar decisões de pronto, falar boas palavras, dar conselhos... 
E quem vai me aconselhar?
O Google???
Que o Papai do Céu nos abençoe e abençoe nossas crianças, para serem pessoas de bem!
Amém

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Adolescência

Da mesma maneira que é sofrido para o adolescente passar pelas grandes mudanças que ocorrem nesta fase da vida, também há sofrimento para os pais.
De repente, sua criança passa a pensar de maneira própria, válida, e a questionar coisas que nunca havíamos cogitado!
E sou mãe de primeira viagem. Tem coisas que eu não sei responder, porque também não havia pensado antes, e são situações novas para mim, para ela, para a família.
E eu erro.
Erro e me arrependo.
E peço desculpas pelos meus tropeços.
Pela minha língua comprida.
Pela minha braveza as vezes, e pelo meu cansaço, e pelas minhas dúvidas.
E quero que ela saiba que é muito amada, planejada, desejada.
Mas acho difícil educar.
E quando fico sem saber, peço opinião de pessoas com filhos em idade próxima. Mas existem mães, que não são éticas, e correm a fofocar para suas filhas, todo aquele assunto de mães.
Feio.
Desnecessário.
Vou aprendendo, pelo velho método da tentativa e erro.
Porque nos anais antigos da educação, nem existia internet, nem google, nem blogs, vlogs, youtube, whatsapp....
Faço da maneira que penso ser certa.
Erro muitas vezes.
Mas tento acertar quando noto que errei.
E converso muito com minhas filhas.
Muito mesmo.
Sobre todos os assuntos.
Se for para ter curiosidades, que eu possa ajudar.
E quando não sei, pesquisamos juntas, e juntas aprendemos e tiramos nossas conclusões.
Temos feito assim.
Parece estar dando certo.
Que o Papai do Céu nos proteja.
Amém

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Família

Venho de uma família cheia de velhos.
Uma família cheia de histórias e pouco afeto.
Uma família afastada, com muitas mágoas e confusões não esclarecidas.
E tenho apenas uma irmã.
Deveríamos ser unidas, mas a vida nos separou.
Entrou de mala e cuia na família do marido, e deixou para trás nossa mísera família.
E afinal, família bacana é aquela da televisão, com festas e jantares onde todos vão bem vestidos e trocam lindos presentes.
Família com pessoas doentes, cadeirantes, idosos, não fica bacana nos filmes. Não dá ibope.
Sinto falta dela, saudades de nossas bobagens, brincadeiras, amizade desinteressada, que ficou para trás.
Lamento pelos nossos filhos, que não crescem juntos, e perdem a oportunidade de serem amigos.
E agradeço a Deus pelos poucos amigos que posso considerar como verdadeiros irmãos. 
Amigos presentes, que ajudam a qualquer momento, me escutam, me dão conselhos, broncas, secam lágrimas e fazem surgir um discreto sorriso no meio das lágrimas.
Irmãos, são meus amigos, que não tem nenhuma obrigação, e gostam de mim, apesar de quem sou eu.
E assim, a vida vai passando.
Faço tudo pelos meus pais, tudo que puder, hoje e sempre.
E sinto meu coração em paz.
O resto, o tempo cura.
Espero! 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Continuação

Como diz minha sábia mãe, nada melhor do que um dia depois do outro, com uma noite no meio.
O caso é o seguinte, não levar as coisas tão a sério, porque se hoje estou triste, amanhã é um novo dia, e novas possibilidades acontecem.
E ontem eu estava triste.
Hoje nem tanto.
E estou tranquila, porque tudo vai dar certo.
De uma forma ou de outra, no tempo certo.
Fiquei feliz porque fiquei procurando destinos para viajar.
Sou tão fácil, só de procurar destinos, já me faz feliz!!!! Caso sério!!!
É que vi tanta coisa bonita, tanto lugar bacana, tanta opção, que me encheu de alegria e vida.
Eu irei.
Basta escolher.
E conseguir o dinheiro.
Mas este é só um detalhe.
Logo ele chega.
Simples como deve ser.
Beijos

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mudanças

E quando os sentimentos mudam?
E quando já não há mais frio na barriga, vontade de ficar junto, interesses em comum?
Temos como resgatar o que já foi um dia?
Temos como ser reconquistados?
O que destrói um relacionamento? A rotina? A chegada dos filhos? Os compromissos do dia a dia? Dívidas? 
Eu casei para que fosse para sempre. Mas, hoje, me parece que o para sempre, é tempo demais...
Mudei eu? Mudou ele? Mudamos ambos?
E me sinto tão bem, tão disposta, tão viva, mas o companheiro não acompanha meus sonhos. 
Serei eu muito sonhadora?
A vida precisa ficar assim, enfadonha?
Sem surpresas? Sem romances? 
Daqui para a frente, terei uma sucessão de dias comuns e iguais?
Onde entram meus sonhos? Meus planos de um futuro bacana, divertido?
Onde foi parar meu companheiro? Porque eu quero um companheiro, não um filho adulto.
Não quero ter que tomar todas as decisões da vida sozinha.
Quero ter algumas decisões tomadas por mim, e problemas resolvidos para mim.
Carro arrumado, ipva, iptu, pneus, viagens de férias para um hotel bacana, num destino revigorante.
Quero ganhar roupas, e chocolates.
E livros.
Quero ir ao cinema de tarde.
E tomar um café na Kopenhagen!
E conversar, a tarde toda, o dia inteiro. Planejar viagens malucas,
e criarmos as filhas em comum, pensando juntos, na escola, no acampamento, nos vestibulares que irão prestar, cursos extras.
Ter um companheiro, para cada pedacinho das minhas dúvidas.
Para acalmar meu coração, escutar minhas palavras, ler meus textos e dar opiniões válidas, secar minhas lágrimas e as vezes, simplesmente me abraçar, de olhos fechados, sem cobrar nem me perguntar nada. Simples assim.
Ou nada.
Para ser sozinha, prefiro ficar realmente sozinha.
E tento dizer, várias vezes, mas não me compreende.
Então fico assim,
sufocada.
Bem assim!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Meu agora

Se eu tiver que viver, que eu viva agora.
Se eu tiver que ser feliz, que eu seja agora.
Se a vida é esta que tenho, que eu aprenda a ser feliz do jeito que dá, com o que tenho e como posso fazer.
Agora.
Não quando minhas filhas crescerem, não quando me aposentar, não quando o governo mudar, ou quando chegar o verão, ou a primavera.
Que seja assim, deste jeito.
Que eu aprenda a olhar o céu azul com vento, e pense numa pipa.
Que cada pessoa que eu atenda, seja especial, e eu encare como alguém que tem algo de muito importante para me dizer e me ensinar.
Agora.
Não amanhã.  
Não um dia, quem sabe...
Agora.
Que esta consciência do presente seja presente, e preciosa.
Que eu seja consciente.
De cada minuto, de cada pessoa, de cada momento.
Do agora.
Que eu seja amor, que eu viva o amor, e seja gentil.
Que eu seja calma.
E amorosa.
E paciente.
Amável.
Consciente, do agora.
Agora e sempre.
E o dia de hoje, seja memorável, porque estou presente, por inteiro.
Que sejam sempre assim.
Meus dias,
meu agora!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Dia Branco

Sabemos que precisamos de chuvas.
Sabemos que as chuvas são necessárias e tals, mas dias brancos, destes assim, com cara de inverno, com cara de que algo ruim vai acontecer, acabam comigo!
Me trazem uma certa melancolia, uma saudade inespecífica, de algo que já tive e perdi, ou que ficou para trás.
Fico fechada dentro de meus pensamentos, observando a vida que passa lá fora.
Somos todos tão iguais e tão diferentes.
Como podemos adentrar o mundo de cada um? Como fazer para entender tudo o que acontece? Como conseguir viver um dia de cada vez, sem me preocupar com o futuro, com meus medos, sem sentir dúvidas ou solidão?
Por que não alcançamos a tranquilidade?
Pensava que era só eu que era meio assim, intensa e complicada, mas todo mundo tem seu probleminha!
Chega a ser ao mesmo tempo triste e engraçado. 
Variações sobre o mesmo tema.
Saúde, sucesso, dinheiro, amor.
Basicamente isso.
Mundo moderno.
Vidas solitárias.
Silêncio!